Manejo Ecológico de Insetos: Controle Biológico Conservativo e Bioinseticidas (Tratado de Agroecologia & Agricultura Familiar 2025)
A superação dos agrotóxicos químicos baseia-se na reconstituição de equilíbrios ecológicos e no uso estratégico de bioinsumos microbiológicos seletivos.
Fundamentos Ecológicos & Esquema Técnico
O Controle Biológico Conservativo e Faixas de Refúgio
Diferente da pulverização cega de inseticidas de amplo espectro que eliminam os inimigos naturais e provocam ressurgência violenta de pragas secundárias, o manejo agroecológico preserva faixas de vegetação espontânea, aromáticas (manjericão, tagetes, coentro) e quebra-ventos que fornecem pólen, néctar e refúgio aos predadores e parasitoides nativos.
Mecanismo das Proteínas Formadoras de Poros do *Bacillus thuringiensis*
A bactéria entomopatogênica *Bacillus thuringiensis* (Bt) produz cristais proteicos paraesporais (endotoxinas Cry). Ao serem ingeridas por larvas de lepidópteros em pH intestinal alcalino, essas pró-toxinas sofrem clivagem enzimática e inserem-se irreversivelmente na membrana das células epiteliais do mesêntero, formando poros que provocam choque osmótico, lise celular e cessação imediata da alimentação da praga sem afetar abelhas ou mamíferos.
Biofungicidas Minerais Clássicos e Manejo Preventivo
Preparações tradicionais camponesas como a Calda Bordalesa (sulfato de cobre neutralizado com cal hidratada) e a Calda Sulfocálcica atuam como fungicidas e acaricidas de contato por inibição multissítio enzimática, impossibilitando o desenvolvimento de linhagens fúngicas resistentes.
Especialista em Agroecologia, Desenvolvimento Rural Sustentável & Políticas Públicas de Agricultura Familiar · Publicação de 13/04/2025 às 22:48








