A Dança Serena do Amanhecer (Canto 9)
A aurora acorda em véus de prata e ouro,
Desfaz a névoa que pousava fria,
E a terra guarda em si todo o tesouro
De um novo sopro que renasce em dia.
Nos galhos verdes canta o passarinho,
Sem pressa alguma de saber do fim,
Encontra graça em construir seu ninho
E perfumar o orvalho do jardim.
Assim também na curva do peito nosso,
Quando a tristeza parece demorar,
Brota uma força que diz: 'hoje eu posso',
Feito a semente prestes a brotar.
Que a luz serena invada cada fresta,
Cure as feridas que o cansaço traz,
E lembre à alma que a vida é uma festa
Onde o compasso mais bonito é a paz.
“Mesmo na noite mais densa e silenciosa, o sol jamais esquece o caminho de volta para iluminar o seu coração.”
Cristiano Ricardo — Escritor
Caderno de Poesia & Reflexões Humanas · Publicado em 22/10/2020 às 02:25.








