A Casa do Coração (Canto 7)
Varre da sala todo rancor antigo,
Lava o chão da tua alma com perdão;
Não guardes tranca contra o velho amigo,
Nem acendas fogo de ingratidão.
Abre as janelas para a brisa mansa,
Deixa a manhã tua morada arejar;
Onde há espaço pra uma criança,
A dor não acha onde se assentar.
Põe flores frescas sobre a tua mesa,
Acende a vela de uma oração;
Não há no mundo maior riqueza
Que a paz sentada no teu coração.
Sê para ti o abrigo mais seguro,
O companheiro que te quer erguer;
E mesmo em face ao dia mais escuro,
Tua casa há de resplandecer.
“Faça do seu coração um refúgio de paz: quando estamos bem por dentro, nenhuma tempestade lá fora nos derruba.”
Cristiano Ricardo — Escritor
Caderno de Poesia & Reflexões Humanas · Publicado em 10/05/2020 às 04:10.








